Melissandra
- JP

- há 6 dias
- 11 min de leitura
O contexto por trás dessa história aconteceu em uma noite qualquer, após os eventos polêmicos da Laguna de Março, a infame peça de teatro que sacudiu as estruturas da Torre de Marfim, substituindo a Primigênie das Rosas (entre outros acontecimentos, que só quem viveu saberia contar).
Enquanto os neófitos acalmavam seus inertes corações e esfriavam sua vitae preocupada, planejando os próximos passos, fazendo seus grandiosos planos e firmando suas alianças diversas... uma Harpia visitou um cartógrafo.
Ou melhor, O Cartógrafo!
Afinal, sua última obra de ficção (“À la sombra, ah lá hétero”) já percorria nos mais variados círculos, do Rio de Janeiro até São Paulo, sendo muito bem comentada! E avaliada com cinco estrelas nos fóruns de leitura secretos da deep web dos Nosferatu!
Como nada escapava do afiado olhar de um Pesquisador, ainda mais um tão secretamente próximo do recém-oficializado Delegado Lasombra, foi fácil descobrir a fonte por trás de um texto tão primoroso. E em todo caso, alguém com um talento tão único para conceber contos tão criativos só poderia nascer do Clã dos Lunáticos.
“Eu já o aguardava. Mas confesso que estou curioso. Não nos vemos desde aquele episódio com os fantasmas.” Disse O Cartógrafo, encarando a excêntrica figura alta do pesquisador. “Você parece... bem, o de sempre.”
Dante ignorou as trivialidades. Tentar falar com alguém do clã da lua era como tentar conversar com alguém em um elevador, exceto que você não sabe quando entrou, quando vai sair ou qual botão apertar. Só era... estranho.
“Querido, irei direto ao ponto. Preciso dos seus serviços.” assumiu a Harpia, retirando do bolso de seu casaco longo uma cópia da última obra do Cartógrafo. “Seus contos são tópicos de muitas discussões, sejam eles verídicos ou não. E eu gostaria que criasse outro, baseado em uma situação que se arrastou por mais tempo do que deveria.”
“Que situação? Entre, e cuidado com a mobília.”
“Tudo tão arrumadinho...” A Harpia observou o arredor do refúgio, pouco interessada, passeando o indicador por um móvel, como se esperasse encontrar poeira. Os malkavianos não faziam sentido algum. “Bem, digamos que a Chicote Tremere e nossa ilustre Xerife, Malika, estão... tensas demais uma com a outra. Não vou informar muito sobre, mas se estivesse no teatro, notaria.”
“Ora, Pesquisador. Esse é um espaço seguro, e os únicos que podem bisbilhotar nossa conversa são as vozes da minha cabeça.” O Cartógrafo ofereceu à Harpia uma xícara de sangue. O convidado a deixou na mesa de centro. “Suponho que você já tenha algo a me mostrar?”
“Apenas alguns rascunhos. Veja.”
A partir dali, nos clicks das canetas e debates entre dois escritores, nasceu uma nova história. Um conto, uma ideia, uma provocação. Importa se não é verdade? Claro que não. Importa que a personalidade das personagens tenha sido levemente alterada? Muito menos.
Um bom storytelling se compromete a vender, apenas.

SINOPSE:
“O clã dos Feiticeiros e dos (ditos) Justiceiros não se bicam desde tempos imemoriais. Ambos, vulgarmente conhecidos como Assassinos e Usurpadores, marcaram a história cainita através da feitiçaria.
E isso causou conflito, onde quer que ambas as linhagens se encontrassem.
Talvez por isso, nesse nosso Rio das Trevas, a Chicote e a Xerife acabaram se engalfinhando em tramas tão intensas, envolvendo um relicário de vitae misterioso, um grotesco pavilhão, e até mesmo a presença de uma gárgula!
Será mesmo que o roubo de um item tão perigoso seria movido apenas por ambição, ou por outro tipo de sentimento? Malika, movida pela sua honra, perseguia Cassandra. E Cassandra, no entanto, ainda mantinha o relicário em seu domínio! Estaria ela gostando de ser o foco da atenção da outra vampira?
Este drama insensato e perigoso entre as duas se arrasta por noites a fio, deixando a Casa dos Santos temerosa pela segurança de sua ilustre tenente. E seja lá onde os Anjos de Caim se encontrem, é de se supor que seu grupinho de pouco destaque também se questione: o que a Xerife fará?
Qualquer que seja o desfecho real, imaginemos aqui uma alternativa, tendo em vista que os Banu Haqim só sabem resolver seus problemas de duas formas: Casamento de Sangue ou Morte Final.
Não seria romântico se a paz entre os Herméticos e os Caçadores fosse selada em uma celebração sáfica de dar inveja a Fátima e Lucita, deixando até mesmo Victoria Ash e Tegyrius no chinelo?
Ah, meu caro leitor morto-vivo. Até mesmo nós, Membros, podemos sonhar e brincar um pouquinho com as fofocas que correm pela Alta Corte. Divirta-se com este pequeno devaneio de duas mentes auspiciosas.
E lembre-se,
Se mil pessoas sonharem o mesmo sonho, ele se torna real!”

As duas mulheres percorriam a floresta, em pânico. Não havia outra iluminação que não a da lua. Jaci, pálida e radiante, dominando o céu noturno. Ao seu redor, as estrelas brilhavam, mas não tanto quanto seu irmão diurno, Guaraci. Uma bela visão.
Seria romântico, se apenas o som dos uivos, dos galhos e folhas secas sendo pisadas por algo grande e furioso não despertasse nas vampiras o frenesi de terror mais intenso que poderiam sentir.
Malika liderava o caminho, percorrendo as trilhas íngremes do morro, veloz. E atrás dela, segurando sua mão, Cassandra, com a roupa manchada de vitae.
As duas nem deveriam estar ali. Era território Gangrel, e seja lá o que estivesse atrás delas era problema dos vira-latas da Daniella. Só que missão dada era missão cumprida.
E a ordem do Primogênito Dumont e do Primogênito Al-Maqi havia sido definitiva: Vocês devem ir até o Cristo Redentor e performar um ritual conjunto, um círculo de proteção contra lupinos em cima do local de poder arcano que nossos clãs dividem.
. . .
(Mais cedo, naquela noite).
“Eu terei que ir até lá com... ela?” Cassandra encarou o regente da Casa dos Santos, enquanto debatiam os pormenores, em um quarto privado na capela. “Deixe que, sei lá, o Dante cuide disso! Ele deve estar doido para trocar Beijos com aquele tal de Yusuf...! Ou então o Victor, ou outro dos nossos!”
“Esse é um serviço especial, minha filha.” Dumont colocou a mão no ombro da Tremere. “E você é a Chicote, não eles. As missões mais discretas, secretas e importantes são responsabilidade sua. Eu confio na sua capacidade. Quem sabe isso não acalme aquela... moça tão séria. Vocês duas, trabalhando juntas.”
“Tão provável quanto um Toreador e um Nosferatu trabalhando juntos.” A neófita revirou os olhos, prestes a bufar. Antes que Santos Dumont dissesse algo, a porta do quarto foi aberta. Os olhos heterocromáticos do Censor caíram sobre a dupla. Ele se vestia como um mordomo, todo pomposo.
“Regente, Chicote. Os Assamitas aguardam na porta. Devo deixá-los entrar?”
“Não. Cassandra irá encontrá-los lá fora.” Disse a primigênie, encarando firmemente a mulher. “Vá. E me dê orgulho.”
“Claro, papai...”
Ela desceu as escadas. Seus passos pesados nos degraus de madeira alertavam os outros vários Tremere presentes. Na mesa de jantar, seus irmãos cochichavam algo entre si, parando apenas quando ela passou. A Chicote podia jurar ter visto moedas de sangue passando entre as mãos de Victor e Dante, mas não voltou para checar. Já iria se estressar o suficiente.
“Boa noite.” Disse, ao abrir as portas da Casa do Mago e encontrar a Xerife.
E que Xerife.
Talvez o que tenha deixado ela ainda mais irritada era o fato de que Malika nunca parecia feia. Mesmo com aquela carranca fechada, ela vestia belas roupas. O tecido era lindo, e contrastava muito bem com sua pele. E seus olhos... eles a deixavam divagando. Como o Abraço podia produzir uma cor tão específica?
Ela nem mesmo notou que a outra já estava falando, apesar de ter se perdido nos lábios da muçulmana.
“Quanto mais rápido acabarmos com isso, melhor. E não se esqueça...”
Tirada do transe, a língua de chicote da Chicote foi mais célere, interrompendo a Xerife.
“Ah, deixe-me adivinhar! Você quer a droga do relicário, de novo? Vai vir até aqui me caçar, blá blá blá. Repetitiva você, né?”
“É muita ousadia a sua ficar me provocando, garota.”
“Vai fazer o que, hein?”
“Você não quer descobrir.”
“E se eu quiser?”
“Meninas, se comportem! E tenham uma ótima missão.” A voz da Primigênie Tremere foi escutada, de longe. Cassandra bateu a porta da capela com força, caminhando até o carro que as levaria para o Cristo. No banco de motorista, uma figura já as aguardava, o motor ligado.
“Ah, eu não acredito. Ele vai ser nosso motorista?!”
“Foi o melhor que consegui arranjar! Esperava que eu fizesse o que, chamasse um táxi?” Malika a encarou, com seu rosto endurecido e sério de sempre.
“Ninguém mais pede táxi. Se atualiza, lindinha. Todo mundo usa Uber agora.” Cassandra revirou os olhos. Um minuto se passou. “Então.”
“Então o que, Cassandra?” Rosnou a Xerife.
“Abra a porta para mim, ora!”
“Se alguém deveria abrir a porta para alguém, é você! Esqueceu que meu status é maior que o seu?”
O motorista abriu as portas, tentáculos sombrios escorrendo pelas frestas dos bancos traseiros e as empurrando.
“Senhoras, por favor. Eu tenho horário!” Disse Hazyel, Delegado da Xerife. O Lasombra continuou, murmurando algo como “Troço está me esperando em casa...”
A viagem foi tomada por um silêncio desconfortável. Cassandra observava as luzes da cidade como se fossem o mais interessante artigo dos Pesquisadores de Petrópolis, e Malika deixava sua espada mágica no colo. Hazyel até tentou ligar o rádio, mas a maldição do seu clã fez o eletrônico pifar.
“Opa, desculpa.”
O Delegado as deixou na Rua Araucária. As mulheres desceram, e dessa vez Malika até se dispôs a segurar a porta. Cassandra não agradeceu. Hazyel trocou poucas palavras com a Xerife, e sumiu de vista. Deveria estar ansioso para retornar para o cemitério, e para seu “colega de quarto”.
A subida até o Cristo foi difícil, e silenciosa.
As mulheres se guiavam por um mapa dado a Malika por Mathias.
“Lua cheia.” Cassandra comentou.
“Mal presságio.” Malika murmurou de volta.
“Você é tão séria.”
“Eu sou a Xerife.”
“Eu sou a Xerife. Isso não é desculpa. Judite é um amor. Parece que você gosta de ficar de cara amarrada sempre que me vê.”
“Talvez seja porque você roubou...”
“Ah, não começa com essa ladainha de relicário de novo! Você quer tanto aquela droga, então é só vir civilizadamente buscar! Sim, eu pesquisei sobre, e apenas isso! Está lá dentro. É só entrar, fofinha.”
“Você acha que me engana, não é?” Malika quase sorriu, o canto da boca movendo-se minimamente para formar um quase começo de sorriso irônico. “Tão inocente, você, Tremere.”
“Ao menos eu não ajo como uma brutamontes que fica pregando sobre justiça e lei o tempo todo! Eu sei que você é a Xerife, mas fala sério!”
“Alguns de nós temos honra, Chicote.” Malika a encarou, se aproximando até ficar a milímetros do rosto da feiticeira. “Não espero que alguém como você, que pertence a um falso clã de covardes e usurpadores, entenda.”
“Grande honra, nossa. Está aqui a sua honra, toma!” Cassandra saltou as presas e as fincou no pulso, jogando sua vitae no rosto de Malika e manchando o tecido que envolvia a Xerife. Os instintos da muçulmana foram instantâneos.
Suas presas saltaram, e ela se jogou sobre a pesquisadora. Rolaram pela terra, até pararem em uma pose complicada. Cassandra estava deitada de costas na terra, sua roupa perfeitamente arrumada, agora arruinada.
Em cima de sua cintura, Malika a imobilizava, segurando os braços da Tremere e tão perigosamente perto do pescoço. Seus fios escuros de cabelo ameaçavam soltar do véu que cobria sua cabeça. Cassandra a encarava, parte temerosa e parte... ansiosa?
Mais um pouco, e Malika a morderia. Só mais um pouco, e ela sorveria de sua vitae e se fartaria. E ela mal podia esperar por isso. A concretização de seu plano tão perigoso.
Malika só conseguia pensar em qual seria o gosto da Chicote. Rum e morango? Whiskey e energético? Vinho tinto, vinho branco? Será que a sensação do líquido vermelho e quente descendo por sua garganta brincaria na língua como se fosse cidra de maçã?
“Vai, eu sei que você quer.” Ofegou a Chicote. O rosto dela era iluminado pela luz branca da lua. “Prove para nós duas quem você é de verdade, o que você quer de verdade.”
E antes que elas pudessem continuar o que quer que fosse aquilo, um uivo as tirou daquela bolha de tesão contido e não-confessado. Noite de lua cheia e um uivo no meio da mata? Elas sabiam exatamente o que signifiava. Perigo. Malika tossiu, e se ergueu, ajeitando as vestes e sacando a espada da bainha.
“Venha. E sem gracinhas.” Disse, ajudando Cassandra a se levantar. Ela encarou a Tremere no fundo dos olhos, e limpou do rosto um resquício da vitae com o polegar, passando na boca.
“O que?” A Chicote a encarou, curiosa.
“O sabor... é gostoso. Isso... não acabou aqui.”
Cassandra se arrepiou ao escutar aquilo, mas quando Malika seguiu em frente, a Tremere sorriu.

A fuga parecia interminável, mas seja lá o que estivesse atrás delas, não chegou a alcançá-las. O Cristo Redentor estava diante das bruxas, que logo iniciaram o ritual. Cada uma possuía uma parte e o passo-a-passo era simples.
Cântico. Velas, incenso, sangue de virgem, sangue de lobisomem e...
“Isso é ridículo.”
“Não pode ser verdade.”
Um beijo passional entre duas mulheres, em frente à lua.
“Eu não vou manchar minha honra fazendo algo tão patético.”
“Você estava prestes a me devorar no chão dessa floresta, Malika!” Cassandra revirou os olhos. “Quer saber, acho que você tem medo!”
“Medo?!”
“É isso mesmo! Medo de descobrir que você poderia gostar de mim, que sente por mim... o mesmo que eu sinto por você!”
“Que baboseira é essa?!”
“Por que você acha que eu roubei o relicário, hein? Eu não estava nem aí para o que tinha dentro dele. Só fiz aquilo para impedir que você e aquela Gárgula ridícula ficassem juntas!”
Malika, pela primeira vez em um longo tempo, desfez seu rosto emburrado e ficou em silêncio por alguns minutos, absorvendo aquela informação absurda. Quando enfim conseguiu falar, apenas perguntou.
“Você está falando sério?”
“É claro. Eu te achei linda desde a primeira vez em que te vi. Tão imponente. A mulher com uma missão. Eu... eu admirei você. E quando percebi, já estava interessada. Mas sabia que nunca teria uma chance. Ou achei que não teria. Você... você provou meu sangue...” A Chicote enrubesceu, evitando olhar para a Xerife. Brincou com o próprio cabelo, o enrolando em um cacho.
“Roubar aquilo foi tolice, Cassandra.” A voz de Malika soou gentil, doce. Céus, elas estavam... se entendendo? “E eu prefiro sinceridade, sempre. Você mentiu.”
“Quem nunca cometeu tolices por amor?” A Chicote se aproximou da Xerife. Aos pés do Cristo Redentor, apenas as duas vampiras existiam. “Me diga. Tem coragem de selar esse ritual?”
“Eu posso não conseguir parar se fizermos isso.”
“Eu aguento. E eu prometo nunca mais mentir para você.”
Malika jogou Cassandra contra a rocha fria, aos pés da estátua do Nazareno. A Tremere arfou, abrindo a blusa e expondo o pescoço. A Banu Haqim saltou suas presas, a boca quase salivando na expectativa de provar mais e mais daquele doce e saboroso vitae.
“Você vai ser minha. Toda. Minha.” Murmurou, no ouvido da Chicote. “Eu a tomarei para mim, para sempre. Você aceita?”
“Sim, sim! Isso...” Cassandra arfou quando sentiu o fincar dos dentes, e sorriu. Seu corpo perdeu a tensão, e seus braços circularam a muçulmana, que se afundou ainda mais contra ela. Enfim, o Beijo tão aguardado. Arrepiadas, elas sentiam o ritual sendo feito.
A missão havia sido cumprida. A noite estava salva!
A mordida fez daquele ódio, tão intenso, tão delicioso, se transmutar em algo novo. Como diria a sexta lei hermética, toda causa tem sua consequência. Cassandra mordeu o pescoço de Malika enquanto ainda era sugada, e a troca de vitae quente fazia o coração de ambas acelerar, como se estivessem vivas.
Malika largou, com muito esforço, o pescoço da amada. Sua boca ainda estava manchada com um pouco de vitae, e o mesmo acontecia com Cassandra. A Banu Haqim a puxou para um beijo, de verdade desta vez. A mistura dos gostos as deixava presas naquilo, e sem precisar respirar, o gesto continuou.
O suor rosado de sangue já transpirava através dos poros não-vivos das amantes. Com apenas a lua e o Cristo de testemunha, tecidos foram para o chão, e elas exploraram cada parte singela daquele novo sentimento, daquela nova ânsia. A única coisa que as separou foi a necessidade de retornarem para seus refúgios, antes que o sol nascesse. Mas o que aconteceu ali não seria esquecido. Nunca.
No fim, a paz foi selada através de um extravagante e belo casamento de sangue. Feiticeiros de ambos os clãs criando maravilhas de deixar o queixo dos outros clãs caídos. Com direito até mesmo a uma dança entre as primigênies. Santos Dumont parecia estar bem confortável, pressionado contra os peitos fartos de Mathias.
As vampiras se beijaram, apaixonadas. Aplausos ecoaram no salão.
E a cereja do bolo? Foi quando uma gárgula chorosa levou na cabeça, acertada por um relicário estúpido e espantada para longe. A partir dali, seriam apenas as duas. Cassandra e Malika se abraçaram. Mesmo que o frio de seus corpos fosse eterno, naquele momento só havia calor entre elas.
FIM.

PELO FIM DA RIVALIDADE FEMININA ENTRE VAMPIRAS!
PELO FIM DO ÓDIO ENTRE AS BRUXAS DE SANGUE!
POR MAIS REPRESENTATIVIDADE SÁFICA NA KAMARILLA!
PELO AMOR GAY E PELA PAZ!
(Mas, sinceramente, é mais pelo amor gay mesmo!)
E, acima de tudo, lembrem-se:
O V É MUDO!




Comentários