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Você está com Naldo Albuquerque, em sua sala pessoal dentro do Pentágono, apenas vocês dois. Coral está cuidando dos Membros participantes do evento e das decorações, possivelmente não deve interrompê-los até a noite que vem.

Não sou de receber muitas visitas, pequenino. Ora, seu tamanho não importa, todos os neófitos são pequeninos… não leve como uma ofensa, encare como um velho hábito… de um velho homem… apenas um velho homem.


Quer saber mais sobre minha filha, não é? Por onde começo… que tal… Como nós nos conhecemos?

Como poderia me esquecer…


A maldição já consumia o melhor de mim pelo primeiro século. A cada vinte anos viajava para uma cidade nova, mudava minha identidade e fazia o mínimo de barulho. Nos anos 70, vivi uma década silenciosa.


A Camarilla, naquela época, era governada remotamente pela falecida Amélie e seus peões. Um príncipe gentil, um vampiro em redenção por todas as desgraças que vivenciou, se reconectando com suas raízes.


Mas redenção não é rentável.


Naldo se distrai com a memória, falando de uma maneira distante, como se pudesse ver as imagens em sua frente. Seu tom fica um pouco nostálgico e ele recosta em sua poltrona de couro marrom.


O Duque Manuel criava Simone, via nela um potencial incrível. Errado ele não estava, ela tinha uma mente estrategista maquiavélica sem igual. Ainda faltavam dez anos para que desse seu primeiro golpe, mas seria maestral, incriminando o Príncipe João da Prata III pelo regime no qual lutou contra.

A diferença entre um traidor e um revolucionário é sempre a narrativa diante do juiz que detém poder. Ora, em um bater de um martelo toda guerra se encerra e todos os culpados são sentenciados.

E de juíz eu entendo muito bem.

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