Seu senhor era Aaron Camargo, nunca entendi muito bem como um Gangrel secular viera cair em uma Camarilla na América Latina, mas ele tinha boas relações com a Corte e um bom status.
Era conectado, conhecido e querido por alguns membros poderosos e isso me deixava com uma pulga atrás da orelha. Lobos solitários são, normalmente na natureza, justamente os mais fracos, covardes ou doentes. E ele não parecia mal de saúde.
Era um rapaz adestrado, obediente e puxa saco. Não queria lutar contra as trilhas que se formavam, sempre tinha onde estar e nunca o que fazer, mas divertia os influentes com seus papos de anti anarquia e promessas de que “se aparecerem eu vou rasgá-los em uma mordida”.
Como todo sobrevivente, era um bajulador. Sem vergonha de sentar, deitar ou rolar. Mas… não era verdadeiramente reconhecido pela alta cúpula.
Nunca somos.
João tinha suas rosas e seus bailes. Festa atrás de festa, orquestras, teatros. Tentava inventar uma língua que pudesse falar e os mortais da censura não parassem. Tentava achar lacunas em regras que eram feitas justamente para silenciá-lo.
Acho que não acreditava que algumas cobras podiam ser tão sorrateira.
