
Clãs na Kamarilla
Como o cenário do Rio das Trevas é vivido e mutável com os jogos de seus eventos, algumas questões podem ocorrer sobre as funções e presenças dos clãs.
Primeiramente, como ela é uma Camarilla, os principais clãs vigentes desse secto se mantém intocados, como:
Ventrue
Como os ambiciosos dominadores do jogo político, costumam fazer presença em todo local. De bicheiros e milicianos a corporações multinacionais, os Ventrues colocam suas presas em tudo que lhes forneça poder. A velha cúpula, coordenada por Miguel Lemer, compõe-se de Anciões que estão presentes no Rio de Janeiro desde que ele fazia parte da Capitania de São Vincente, e têm suas influências enraizadas no governo e em empresas extrativistas como a Petrobras e a Vale. E uma Nova Cúpula está sendo apoiada pelo Príncipe Kauã Silva, estabelecendo seu poder nas ruas do Rio de Janeiro, e modernizando os investimentos e aprimorando esquemas de lavagem de dinheiro internacional.
Todo Ventrue adora uma panelinha~
Toreador
Espalhados na administração de eventos, financiando as artes em galerias ou até nos palcos do mundo mortal. O Clã é responsável por influenciar a cultura dos mortais, se fazendo presente nos teatros até nos muros das zonas portuárias. Nos calçadões de Copacabana, lembram aos não-vivos os sentimentos que pensavam estar adormecidos pelos anos de maldição. E os responsáveis pelo maior evento de prestígio nacional e internacional: o Carnaval. Durante esse período, dizem que a Primigênie Toreador tem mais poder na cidade fluminense do que o próprio Príncipe.
Cuidado com o canto das sereias de Copacabana, porque elas vão roubar do seu sangue ao seu coração!
Onde tem sangue, tem seus feiticeiros. E suas intelectualidades se fazem organizadas e presentes, principalmente devido à Casa dos Santos e seus Pesquisadores. Sem se apegar às hierarquias, sem se apegar às tradições. O foco de um Pesquisador é apenas a próxima descoberta, independentemente das regras que tiver que quebrar para isso. Na Kamarilla, andam conectados, unidos de forma surpreendente, numa frequência própria para a reputação de traidores que carregam.
Nunca vi um Clã tão unido, só não sei se isso é graças ao Dumont ou é um feito de suas crias.
Malkavian
Nada passa despercebido pelos olhos dos Oráculos, que mantêm a Corte informada e preparada para qualquer futura surpresa. A Primigênie Camilla se estabeleceu no centro da cidade, a região com mais edifícios históricos do Rio de Janeiro e mais disputada pelos Anciões, e nenhum membro consegue circular pelo centro sem que um dos Lunáticos fique sabendo. E, se acha pouco lidar com membros que estão sempre a um passo na sua frente, tome cuidado para não encontrar os Bate-Bolas da Primigênie.
Ninguém sabe também porque Camilla obedece à Kamarilla, mas ela está no centro desde antes e não pretende sair…
Prefiro olhar diretamente para o sol, do que ofender os jardins da senhorita Camilla. Aquela… querida.
Nosferatu
O clã dos Ocultos sempre sabe o que está acontecendo nos becos e nas vielas onde a luz da cidade não alcança. Os Horrores já se mostraram imbatíveis em questão de conseguir informações; o Clube dos Cinco fez questão de manter a “fama” de informantes confiáveis imaculada. Mas não espere vê-los acuados pelo Rio de Janeiro. Ao contrário das Cleopatras, que tentam embelezar sua feiura com joias, aqui os Membros vestem sua aparência com orgulho de parecer monstros de Filme de Terror. E, se for pedir algum favor à Primigênie Homero, é bom aprender Libras, porque ele não vai abrir a boca sobre os segredos que conhece.
Um charme esse hype de ser um monstrinho de Horror, não é? Mas sabia que Homero adora uma praia? Soube que ele até tem casa em Búzios…
Banu Haqim
Os Juízes da Camarilla são imbatíveis. Mathias Al-Maqi é o mais rigoroso das Primigênies; leva sua função de julgar as disputas dentro da torre com veemência, se mantendo imparcial mesmo sob pressão de incessantes maquinações políticas. E é também o mais rígido em treinar os membros do próprio clã. Os Assamitas investem em seus membros desde quando são mortais e os elevam até sua melhor versão para o abraço, onde continuam sobre restritos treinamentos até deixarem de ser Crianças da Noite. Na sociedade mortal, controlam as prisões e influenciam os julgamentos, acompanhando os processos da corte até a execução.
Um detalhe que todos percebem ao se aproximar da organização dos Haqim é que, além de Primogênie e um juiz do mundo mortal, Mathias é também quem se encarrega pessoalmente das execuções na Kamarilla.
Mathias bem que precisava relaxar um pouco, o homem só fala de trabalho! Será que ele aceitaria uma massagem naqueles ombros… tensos!
Entretanto alguns movimentos de acordos políticos criaram lacunas para integração e importância de outros.
Na Kamarilla, você também encontra:
Gangrel
Ninguém sabe porquê Daniella V. Matos decidiu se aliar ao Kauã e se manter na Torre de Marfim, mas, sem dúvida, o clã das Feras colhe os louros dessa relação. Responsáveis por ser a espada do Príncipe, os Gangrel ajudam a manter os territórios da Camarilla seguro e são responsáveis por destruições pontuais em territórios Anarch e caçada de meliantes.
Em compensação, as Feras podem andar livremente no Rio de Janeiro, e a corte faz vista grossa para qualquer deslize que possam vir a cometer, como participar de arenas de luta recreativa ou juntar artefatos suspeitos. Adão, Sansão, Anhangá e Suzano são apenas os nomes das crias mais populares da Daniella, que possui a reputação de ser uma Mãe Ursa na hora de proteger os seus Membros.
Os filhos de Daniella são todos uns pitelzinhos, coincidência? Hmm..
LaSombra
Embora não possam ser representados por uma Primigênie, eles possuem três importantes representantes. Padre Eduardo é o responsável por manter a fé nos Antigos e fomentar a imagem do Príncipe como o novo salvador.
Matheus é conhecido como a Sombra do Príncipe, ou pejorativamente como “A Princesa”, fazendo os trabalhos e acordos que a Corte não pode saber.
E, por fim, Isabella, reunindo LaSombras dignos de trabalharem para a Torre de Marfim e guardando segredos do Oblívio que ameaçam a capital fluminense.
O uso de Oblívio pode ser limitado, mas o número deles tem permanecido incógnito ao público, sendo acordos travados entre influentes Antigos e a Torre de Ébano.
Obviamente, esse tal de Matheus claramente é o LaSombra mais importante da cidade e o membro mais importante para o Kauã! E quem discordar pode despertar com uma estaca no peito.
Ok, mas e os outros clãs?
Vamos começar pelas exceções.
Como descreveria um LaSombra próximo de Vossa Majestade:
Ah, sim, deve ter notado a presença de algumas bestas mais incomuns pela sua breve estadia. Os clãs que não podem entrar na Camarilla…. bem, ainda bem que estamos na Kamarilla, não é? Como se meu Príncipe fosse como todos os outros. É o Escolhido, né, não o pau-mandado!
Ministério
Escondidos em bares noturnos, em bocas sombrias, e sites duvidosos, os Ministros comem pelas beiradas da cidade maravilhosa. Convictos em corromper os ideais e os valores que aprisionam cada membro, o Ministério não faz uma oposição formal à Torre de Marfim. Existem boatos de que alguns indivíduos excepcionais até se uniram a eles. Os Ministros têm a preocupação maior de seguir com seus ideais e libertar os membros e os mortais de falsas moralidades.
E uma nova forma que encontraram para isso é a internet, onde conseguem aliciar mortais para suas ideias em grande escala. Sc4ry F4c3 mantém seus membros atualizados, e não temem enfrentar as inteligências mortais no âmbito digital.
Antes a Segunda Inquisição fosse o único problema virtual. A Kamarilla só se mantém tradicional devido o ínfimo risco (porém não zero) de invasões nas redes!
Hecata
Uma família de sucesso é uma família unida!
Os membros não podem depender sempre de carniçais; é claro que algum banco deve aceitar os não-vivos para fazer negócio. Passeie pelos Bancos Necróticos, também chamados de Banco TAL, os necrotérios no caju ou até um restaurante italiano em Copacabana, e você pode encontrar Tenochtitlán, Puttanesca e, claro, Giovanni.
A presença excessiva de Hecatas mostra como a família mantém uma boa relação com a Kamarilla, e, apesar de não terem um território próprio estão presentes por toda a cidade, como filiais. Não se sabe ao certo qual acordo foi feito, apenas que envolve fantasmas, peculiaridades sobrenaturais e dinheiro, muito dinheiro.
Onde há história, há mortes, e onde há mortes… há Hecata.
Salubri
Aqueles que muito pecam rapidamente caem. E é preciso uma pequena rede de suporte para esse caminho. No centro da cidade, em paralelo com a Igreja de atendimento de Padre Eduardo e a delegacia de atendimento dos Banu Haqim, fica uma casa, um centro cultural chamado de Centro Salubri.
A pedidos do Representante Gabriel Carvalho, um número bem escasso de Membros deste clã vive sob proteção do Príncipe. A Primigênie Ventrue não gosta muito dessa presença; embora baixa e discreta, o risco de quebra de Máscara dos Ciclope parece compensar o serviço.
Honestamente, por mais que geograficamente mal posicionados, estão intelectualmente bem perto dos segredos sombrios… até demais
A partir daqui, sua presença no cenário vem como adjunto da história.
Ou seja, de clã em clã, você não deveria existir. Porém ALGO te faz importante.
Recomendamos o uso do Antecedente de ficha:
Segredo Identitário (*)
Um defeito de uma bolinha, que diz:
O usuário precisa ocultar seu verdadeiro clã e, com isso, sua identidade, não podendo compartilhar de eventos de seu abraço e da identidade de seu senhor, sob o risco de ficar malquisto e de ser perseguido ou mandado para fora dos territórios da Kamarilla.
Exílio por falta de representação pode deixar o membro temporariamente com zero de status e sem acesso ao domínio e ao rebanho, de acordo com o Narrador.
Os Perdidos
Quando se fala de raridade, a cultura dos Perdidos luta para não se tornar esquecida. Em posse de uma disciplina extremamente rara, seria tolice não tê-los por perto. Os mistérios da Florescência, suas amálgamas e potencial, mantêm as relíquias deste clã vivas sob a Kamarilla. Por enquanto.
Milênios de mitos, e ainda se descobrem novas variantes de vitae? Os Tremere vão à loucura com vossos tesouros, meu Príncipe!
Caitiff
Sem clã, sem cultura, sem representação.
A falta de linhagem faz com que sejam tratados como uma casta inferior, como um carniçal ou um crepuscular. Seja adotado por um bom representante e faça seu jogo de fidelidade firme; suas bases não são fortes em uma Camarilla. Entretanto, há quem veja utilidade antes de clã.
Sendo útil, toda peça se encaixa.
Tzimisce
Vistos como inimigos, é um clã que afronta a existência da Convenção dos Espinhos que nunca se subjugou às ideias da Torre de Marfim. Após o expurgo do Sabá no Rio de Janeiro, os sobreviventes do Clã dos Dragões entraram em hibernação em suas tocas. Raríssimos se fazem presentes, mas sua extinção jamais é debatida.
Conheço um ou dois por aí, sempre muito quietos, muito possessivos.
Ravnos
Depois da queda de seu Antediluviano, não se vê muitos Ravnos por aí. Sua presença é pontual e escassa, e não costumam precisar da Torre de Marfim para nada. Preferem sobreviver por conta própria. Os poucos que a ela se unem, não têm representação, muitas vezes ficando sob a Primigênie Nosferatu, Homero.
Não param quietos, mas são ótimos entregadores de más notícias!
