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Não sei se meu cérebro derreteu ou se estou fora de mim. Mas eu e Ana tivemos a MELHOR das ideias.

Quero ver se esse carniçal se sai tão bem de Kauã agora.

 

Durante a festa, esse arrombadinho conseguiu emular os trejeitos do Kauãzinho tão bem que, por uns momentos, até eu me esqueci de que não era o original. 

Queria dizer que foi minha assessoria, mas Ana fez um excelente trabalho na escolha do look e na performance de funcionária exemplar. E ela nem tem um ano de não-viva ainda!

 

Estamos dirigindo sem qualquer cuidado, gargalhando, enquanto nosso falso Kauã nos leva para o plano dos planos! 

 

Com a playlist eclética no máximo, chegamos rapidamente em nosso destino, e, sinceramente, não consigo ficar sério com o eco da risada de Ana.

 

Vamos descobrir o quanto essa feitiçaria de sangue consegue realmente emular o corpo do meu homem!

 

– Não sei não, gente.. Acho que o chefe não vai curtir essa ideia… – Reclama Mandibula.

 

– Engraçado que… você não tem muita escolha. – Ameaço, entre as risadas, de forma brincalhona. 

 

Ver o rosto dele se assustar me dá um nó no estômago e quebra meu tesão. Não é o verdadeiro.

 

– Vamos colocar naquele sofá, que vai parecer mais chique! – Ana grita do outro cômodo – OU DEITA NO TAPETE BRANCO, KAUÃ ADORA BRANCO!

 

Meus olhos brilham.

 

Click. Click. Click.

 

– Ana! Vamos fazer um calendário! – Ri.

 

– Vamos!

 

Vou saborear cada foto deliciosamente constrangedora dessa noite. 

 

Isso é o que você ganha, Kauã, por sumir em outro estado sem me levar, como se eu não fosse plenamente capaz de ficar perto de ti sem chamar a atenção das autoridades dessa torre mixuruca.

 

Logo eu, que te encontrei quando lhe tiraram as memórias.


Enfim… Ao menos agora que meu perseguidor e ex-mentor está devidamente morto, acho que posso tirar uma década para ser livre (e um pouco idiota) também.

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